Atlas entra em campo

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Hyundai e Boston Dynamics lançaram Atlas no palco da CES há alguns meses. Ele caminhou. As pessoas aplaudiram. Mashable o chamou de “Melhor Robô”. Nós compramos.

Então veio o silêncio. Ou pelo menos ficar quieto por algumas semanas. Até que chegou o palco maior.

A Copa do Mundo de 2026.

A Noruega estava prestes a enfrentar o Brasil nas oitavas de final. O intervalo quebrou. O túnel se abriu. Atlas saiu. Não para dançar. Bem, mais ou menos. Para comemorar. Como Erling Haaland faz. O atacante norueguês adora gestos, então o robô copiou um. Imitava a alegria. Parecia em casa.

Mas aqui está a reviravolta. Atlas não estava lá apenas para ter influência.

Terminado o intervalo, o árbitro precisava da bola. Atlas entregou. Suavemente. O jogo poderia continuar por causa de uma máquina bípede. Imagine isso.

Como parte da campanha ‘Next Starts Here’ da Hyundai… queríamos que o desempenho da Atlas demonstrasse que o futuro… começa agora.

— Sungwon Jee, vice-presidente executivo da Hyundai e CMO global

Sungwon Jee falou sobre inovação centrada no ser humano. Sobre a integração perfeita na vida cotidiana. Esse tipo de marketing fala. Isso significou que a robótica não é mais apenas chão de fábrica. É o campo de futebol. É confiável. Talvez.

A multidão em Nova Jersey? Eles adoraram. Telefones desligados. Gravação de vídeos. Um robô fingindo ser uma estrela do futebol enquanto a Noruega tentava perturbar a potência da América do Sul.

Como eles o ensinaram a se mover?

Hydropoint não adivinha. Eles usam a tecnologia de retargeting para observar os humanos. Eles usam o Aprendizado por Reforço, lançando o código em milhares de simulações. O controle de corpo inteiro mantém os membros coordenados. É tecnologia pesada por trás de um truque bobo.

Alberto Rodriguez, da Boston Dynamics, acertou.

A forma como treinamos o Atlas para realizar esses movimentos é semelhante à forma como o treinamos para aplicações industriais do mundo real.

— Alberto Rodriguez, Diretor de Comportamento Robótico

Então a dança. As celebrações. Eles são dados de treinamento. Prática. Se a Atlas conseguir imitar Haaland sem tropeçar nos próprios pés, poderá recolher peças em um depósito. Esse é o lance.

Então a Noruega venceu. 2 a 1 contra o Brasil.

Haaland marcou duas vezes. Dois gols. Duas celebrações. O robô havia se preparado exatamente para esse resultado. Entre o jogador e a máquina, o campo parecia um ataque viking. Diversão para os fãs. Marca inteligente para Hyundai.

E é aí que deixamos. Atlas em pé na grama. Bola entregue. Partida encerrada. O futuro está aqui. Se quer ser, é outra história.